O Brasil apresentou uma importante mortalidade de mulheres grávidas com influenza A H1N1, mais de 200 mortes, enquanto em outros países, como o Chile (para não comparar com países desenvolvidos) os números foram muito menores. No Chile apenas 1 mulher grávida morreu pela influenza, o que produz uma taxa de mortalidade muito baixa, semelhante a do Canadá e de outros países que tiveram uma atitude mais agressiva quanto ao uso precoce do oseltamivir em todos os pacientes sintomáticos. Mesmo se calcularmos a taxa de mortalidade, para poder comparar populações tão diferentes, os dados do Brasil são exageradamente altos, inclusive em estados que não têm inverno bem marcado, como o Pará.
Recentemente, foi divulgado o primeiro estudo, com dados dos Estados Unidos, onde sugere-se que o tratamento precoce com o oseltamivir evitou mortes de mulheres grávidas. As famílias dessas mais de 200 jovens mortas certamente desejariam que no Brasil tivesse sido usado o mesmo protocolo.
Recomendo a leitura. O artigo completo que foi publicado no JAMA sob o título "Pandemic 2009 Influenza A(H1N1) Virus Illness Among Pregnant Women in the United States" pode ser visto se você clicar
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